quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Uma dose de whisky por favor.


Preste atenção, amor, corra para longe, me esqueça, voe, avante!
Preste atenção, amor, não cruze meu caminho, me deixe andar sozinho.
Um copo de whisky, sem gelo, quero sentir o calor, amenizar a dor.
Querida me perdoe se não pude ser tudo aquilo, se no mais íntimo não consegui desvendar o nosso amor.
Não precisa temer, tente entender que a nossa história não tem mais continuação.
Vá para esquerda e eu vou para direita, mas o mundo gira, quando nos encontrarmos, por favor, não cruze meu caminho. Me deixe andar sozinho.
Outra dose sem demora, quente, de whisky. Quero negar a doçura, mergulhar na amargura. O amor é uma guerra a qual não posso mais travar, cansei de bater, cansei de apanhar.
E quando tenho uma ponta de esperança imagino amor sem guerra, paixão sem aflição.
Nessa utopia eu me debruço e reconheço que desconheço, procuro não pensar...
O que tiver de ser, será.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011


I feel sorry for the mistakes
i feel sorry for the heart break
i feel like i have to go.
I feel like theres no others in the world.
Like a shadow only, and me.
The way back seems shut, but the road ahead is open wide.
Why, do i have to stay? When theres nothing more to say.
My heart asks me to keep my soul there, but my brain says, go away...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Disse para mim um poeta, quem na vida não chora,
do amor não se recorda.
Triste de mim se amor não vivi, chorar de amor não é sofrer, é na vida, poder reviver, é sentir no peito o palpitar de um coração que já conheceu o significado de amar.
E é a saudade que traz o meu pranto de maior penar, que me faz do amor, apenas a dor.
Da despedida que se fez eterna, levo a saudade e a memória
de alguém que não pude deixar, levo o amor e a certeza, que cada lágrima é a garantia, que a alma que um dia disse adeus, há de voltar, em cada lembrança, há de voltar…

domingo, 19 de setembro de 2010

sertania


No nordeste há algo que engrandece,
uma tristeza que enobrece.
Sol escaldante, terra seca e vaca magra.
Homem que trabalha, pobreza que avassala.
Do agreste ao sertão, alegria de peão encosta,
família rí, família chora, a fome assola.
Quando a sanfona toca virgulino na sua neguinha encosta,
Lampião e sua Maria, ah que coisa bonita.
De Campina a Palmares, há de se dizer
a beleza não está só nos mares.
A beleza também está no coração, do homem que vive no sertão.

domingo, 1 de agosto de 2010

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Sou carne, sou desejo
Sou corpo, sentimento perdido
Amor translúcido.
Sou vento que vai com o tempo e que com o tempo se vai.
Sou aquele que trai, sou veneno que transporta paz.
Como uma guerra que termina em silêncio.
Sou terreno sem dono, sou caminho, encruzilhada.
Tentativa de suicídio frustrada.
Sou a luz, sou a escuridão, sou conhecimento,
Sou dúvida sem esclarecimento,
estrada sem placa, explosão sem aviso,
Amor sem início, começo e recomeço,
Sem saber onde começa o fim e termina o começo.
Sou relativo, direto e intransitivo.
Sou presença que me basta, sou amor próprio
E por isso a solidão me caça.
Sou no meio da multidão apenas um, sou sozinho uma procissão.
Sou a beira do abismo, sou a luz no fim do túnel.
Posso ser sua salvação, posso ser sua perdição.
Mas meu desejo é simples, sincero,
Amor sem guerra, ódio voando pela janela.
Desejo enfim paz, para poder dormir tranquilo.

sábado, 29 de maio de 2010

Esperança


Esta noite eu tive medo, medo de mim mesmo
estive fora, como mero espectador de um filme de terror,
sujo da mais pura acidez humana, a escuridão pelo menos me esconde.
Permaneci latente como um vírus parasita, a espera de um momento de fraqueza
e dai mostrei-me humano, forte e implacável, mas que não pode ser justo.
Fechei os olhos e tentei ver o que não há, senti-me tranquilo, até que lampejos de realidade
me trouxeram de volta, olhei em volta e chorei e como gotas de chuva minhas lágrimas mergulharam no nada e minhas palavras ecoaram no silêncio,
que um dia há de ser preenchido com palavras de esperança, que um dia há de ser preenchido
com atos de esperança.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Vinho, Rosas e o Fio da espada.


Te dou rosas e vinho,
te ofereço o meu amor
contarei a tí mentiras sinceras,
que são as verdades do meu coração
por este caminho sinuoso
cheio de dúvidas eu sobrevivo
agindo com o instinto que o tempo me ensinou
fiz amizade com os lobos
e aprendi a admirar o luar
do antigo medo do escuro nem me lembro mais
da luz da lua espero as sombras que pairam solitárias
e por elas caminho,
sozinho, entre as trevas
numa estrada estreita,
como o fio de uma espada.
De um lado há morte, do outro há morte
de um lado há morte, do outro talvez sorte
e no meio há vida,
sustentada pelo equilíbrio.